Hoje pela manhã recebi uma noticia que não fez nada feliz, a mãe de uma amiga que eu gosto muito faleceu. Nesse exato momento foi como se fosse alguém da minha família, na verdade é a conhecia a muitos anos e ate mesmo já a chamava de tia, ela era uma pessoa alegre, que gostava da vida e de viver, a anos atrás teve uma perda muito grande que foi do seu marido e essa noite ela finalmente foi ao encontro dele.
Se tem uma coisa que eu entendo que é uma fase onde todos nos temos que passar, que é um ciclo que temos que passar, mas eu não consigo aceitar, tenho medo...na verdade já tenho medo o normal da solidão, mas o medo da perda de alguém que amamos eternamente é diferente, sei que um dia vou encontrar, mas quando e onde?!
Bem hoje, meu dia se fez triste pq estamos perdendo uma pessoa muito querida e com certeza ela vai estar feliz quando encontrar o seu amor em outro lugar.....preciso dar forças e um forte abraço para a minha amiga para que ela consiga passar por essa fase da vida dela e ser muito forte para dar todo apoio a irmã mais nova, que vai precisar e muito dela.
Abaixo um texto que encontrei e que fala disso.
A HORA DA MORTE
De todas as certezas que pode ter o ser humano, a morte é sem dúvida uma delas.Quem nasce já está fadado à morte. Mensageira estranha, por vezes, abraça antes os mais jovens e os mais sadios, deixando para trás idosos e doentes.
Contudo, sempre chega. Paradoxalmente, é um dos assuntos que quase todo mundo evita tocar.É por isso mesmo que, quando chega, sempre surpreende.
Também por esse motivo, muitas lágrimas são derramadas sobre os túmulos.
Lágrimas que se casam a exclamações como: “Ah, se eu soubesse que era o seu último dia! Se eu soubesse que ele iria morrer, não teria sido tão mau! Se eu soubesse que ele partiria tão cedo, teria abraçado mais, dito como o amava, sido melhor para ele.”
Por tudo isso, é bom considerar que nossa existência é muito efêmera. Hoje estamos aqui, amanhã poderemos não nos encontrar mais deste lado da vida.
O ser amado que se despede para o trabalho diário, pode não retornar. A criança que corre pela rua, rumo à escola, pode não voltar para casa.
Como a irmã daquele menino de apenas 10 anos. Ele entrou em casa e chamou pela mãe.
Ela estava no quarto, sentada, quieta.
“Sua irmã morreu esta manhã, Michael.” – foi o que disse.
O conceito de morte não tinha um significado concreto para aquele garotinho.
Durante muito tempo ele perguntava à mãe: “ela vai voltar? Por que ela teve de morrer?”
E ficava em frente à casa, esperando que o ônibus escolar a trouxesse de volta.
Entrava no quarto dela e apanhava a sua pasta escolar. Tudo estava bem arrumado – os cadernos de um lado, os livros do outro, o estojo de lápis no meio.
A faixa preta de elástico que ela usava nos cabelos quando foi para o colégio naquela manhã.
Depois, devolvia tudo certinho no seu lugar. Perguntava-se, se a irmã ficaria zangada por ele ter mexido em suas coisas.
O que ele realmente jamais esqueceria foi o que aconteceu duas noites antes da irmã morrer.Ele esperou o ônibus que a trazia da escola. Estava preocupada. Esquecera de um trabalho de arte que devia entregar no dia seguinte.
Ele a foi ajudar e juntos fizeram 12 borboletas coloridas, de antenas enroladas e asas triangulares.No dia em que ela morreu, ele estranhamente despertou mais cedo.
Observou-a se aprontando para a escola.
Como o vão da escada no prédio era muito escuro, ele ficou segurando a porta aberta para que a luz do apartamento a ajudasse enxergar os degraus.
Uma das mãos dela segurava a pasta, a outra balançava, enquanto descia os degraus.
Estava de uniforme azul. Tinha só 14 anos. E suas últimas palavras para Michael foram: “Até logo, irmão.”
Passadas mais de 4 décadas, Michael ainda guarda a lembrança de sua irmã.
Quando vê uma borboleta, recorda de imediato daquele último trabalho que fizeram juntos.
E espera. Porque, um dia, ele também fará essa viagem para o grande além.
Nesse dia, finalmente, ele a verá outra vez.
Nenhum comentário:
Postar um comentário