sábado, julho 31, 2010

"O ideal seria se todas as pessoas soubessem amar como sabem fingir" - Bob Marley


terça-feira, julho 27, 2010

Escolhas de uma vida!!!


Escolhas de uma vida

A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".

Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...

Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!

Pedro Bial

sexta-feira, julho 23, 2010

MISS IMPERFEITA

Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros...
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias...Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.Para engravidar.Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga.
Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.
Martha Medeiros - Jornalista e escritora

quarta-feira, julho 07, 2010

Um Minuto


Um minuto serve para você sorrir:
Sorrir para o outro, para você e para a vida.
Um minuto serve para você ver o caminho,
olhar a flor, sentir o cheiro da flor,
sentir a grama molhada,
notar a transparência da água.

Basta um minuto para você avaliar a imensidão
do infinito, mesmo sem poder entendê lo.
Em um minuto apenas você ouve o som
dos pássaros que não voltam mais.

Um minuto serve para você ouvir o silêncio,
ou começar uma canção.
É num minuto que você dará o sim
que modificará sua vida... e basta.

Basta um minuto para você apertar a mão
de alguém e conquistar um novo amigo.
Em um minuto você pode sentir
a responsabilidade pesar em seus ombros:
a tristeza da derrota,
a amargura da incerteza,
o gelo da solidão,
a ansiedade da espera,
a marca da decepção
e a alegria da vitória...
Quanta vitória se decide num simples momento,
num simples minuto!

Num minuto você pode amar,
buscar, compartilhar, perdoar,
esperar, crer, vencer e ser...
Num simples minuto você pode salvar a sua vida...
Num pequeno minuto você pode incentivar
alguém ou desanimá lo!

Basta um minuto para você recomeçar
a reconstrução de um lar ou de uma vida.
Basta um minuto de atenção para
você fazer feliz um filho,
um aluno, um professor, um semelhante...

Basta um minuto para você entender
que a eternidade é feita de minutos.
Aproveite cada minuto!

quarta-feira, junho 30, 2010

Eclipse


Ontem eu me dei ao luxo de ir assistir a pré estréia de Eclipse...simplesmente adorei....lindo...as cenas...as falas...os lugares....os personagens....tudo simplesmente maravilhoso.

Gosto muito da Saga Crepúsculo, li todos os livros, bem agora parei de ler o que estava lendo e vou ler Amanhecer, jurei que iria ler apenas quando visse o filme....assim não fico tão ansiosa para ver o próximo filme...

Agora volta a fase de me apaixonar por lobos e vampiros...de voltar para um mundo de conto de fadas....mas logo já volto para a minha vida normal...alias o livro acaba muito rápido....

terça-feira, junho 29, 2010

Ganhei um selinho

Oba...ganhei um selinho da minha amiga Cris (Jardim da Cris) e vms as regras:
1) EXPLIQUE O MOTIVO DE TER COMEÇADO O BLOG E SE ESPERAVA SE TORNAR POPULAR?
Quando estava passando por um momento super delicado a minha amiga Cris me indicou em fazer um Blog, foi onde eu aceitei a ideia e comecei a fazer as Minhas Estações, é aqui onde eu falo o que sinto, quando não tenho com quem falar, é aqui onde alguns sentimentos mais profundos estão escritos (alguns não posto).
Aqui é onde eu comecei a conhecer mais algumas pessoas e a admira-las ainda mais.
2) DIGA A DATA EXATA DO INICIO DO SEU BLOG?
Não me recordo a data, mas foi por volta de Setembro de 2009.
3)INDIQUE 5 SEGUIDORES FIÉIS DO SEU BLOG PRA RECEBER O SELO:
Não tenho muitos seguidores, ate mesmo pq meu blog é uma coisa mais minha
Mayra Di Manno (A Ferro e Flores na Avenida)
Michelle Neres (Blog da Michelle)
Snoop (Snoopy Tattoo )

quinta-feira, junho 24, 2010

Hoje pela manhã recebi uma noticia que não fez nada feliz, a mãe de uma amiga que eu gosto muito faleceu. Nesse exato momento foi como se fosse alguém da minha família, na verdade é a conhecia a muitos anos e ate mesmo já a chamava de tia, ela era uma pessoa alegre, que gostava da vida e de viver, a anos atrás teve uma perda muito grande que foi do seu marido e essa noite ela finalmente foi ao encontro dele.
Se tem uma coisa que eu entendo que é uma fase onde todos nos temos que passar, que é um ciclo que temos que passar, mas eu não consigo aceitar, tenho medo...na verdade já tenho medo o normal da solidão, mas o medo da perda de alguém que amamos eternamente é diferente, sei que um dia vou encontrar, mas quando e onde?!
Bem hoje, meu dia se fez triste pq estamos perdendo uma pessoa muito querida e com certeza ela vai estar feliz quando encontrar o seu amor em outro lugar.....preciso dar forças e um forte abraço para a minha amiga para que ela consiga passar por essa fase da vida dela e ser muito forte para dar todo apoio a irmã mais nova, que vai precisar e muito dela.

Abaixo um texto que encontrei e que fala disso.

A HORA DA MORTE

De todas as certezas que pode ter o ser humano, a morte é sem dúvida uma delas.Quem nasce já está fadado à morte. Mensageira estranha, por vezes, abraça antes os mais jovens e os mais sadios, deixando para trás idosos e doentes.
Contudo, sempre chega. Paradoxalmente, é um dos assuntos que quase todo mundo evita tocar.É por isso mesmo que, quando chega, sempre surpreende.
Também por esse motivo, muitas lágrimas são derramadas sobre os túmulos.
Lágrimas que se casam a exclamações como: “Ah, se eu soubesse que era o seu último dia! Se eu soubesse que ele iria morrer, não teria sido tão mau! Se eu soubesse que ele partiria tão cedo, teria abraçado mais, dito como o amava, sido melhor para ele.”
Por tudo isso, é bom considerar que nossa existência é muito efêmera. Hoje estamos aqui, amanhã poderemos não nos encontrar mais deste lado da vida.
O ser amado que se despede para o trabalho diário, pode não retornar. A criança que corre pela rua, rumo à escola, pode não voltar para casa.
Como a irmã daquele menino de apenas 10 anos. Ele entrou em casa e chamou pela mãe.
Ela estava no quarto, sentada, quieta.
“Sua irmã morreu esta manhã, Michael.” – foi o que disse.
O conceito de morte não tinha um significado concreto para aquele garotinho.
Durante muito tempo ele perguntava à mãe: “ela vai voltar? Por que ela teve de morrer?”
E ficava em frente à casa, esperando que o ônibus escolar a trouxesse de volta.
Entrava no quarto dela e apanhava a sua pasta escolar. Tudo estava bem arrumado – os cadernos de um lado, os livros do outro, o estojo de lápis no meio.
A faixa preta de elástico que ela usava nos cabelos quando foi para o colégio naquela manhã.
Depois, devolvia tudo certinho no seu lugar. Perguntava-se, se a irmã ficaria zangada por ele ter mexido em suas coisas.
O que ele realmente jamais esqueceria foi o que aconteceu duas noites antes da irmã morrer.Ele esperou o ônibus que a trazia da escola. Estava preocupada. Esquecera de um trabalho de arte que devia entregar no dia seguinte.
Ele a foi ajudar e juntos fizeram 12 borboletas coloridas, de antenas enroladas e asas triangulares.No dia em que ela morreu, ele estranhamente despertou mais cedo.
Observou-a se aprontando para a escola.
Como o vão da escada no prédio era muito escuro, ele ficou segurando a porta aberta para que a luz do apartamento a ajudasse enxergar os degraus.
Uma das mãos dela segurava a pasta, a outra balançava, enquanto descia os degraus.
Estava de uniforme azul. Tinha só 14 anos. E suas últimas palavras para Michael foram: “Até logo, irmão.”
Passadas mais de 4 décadas, Michael ainda guarda a lembrança de sua irmã.
Quando vê uma borboleta, recorda de imediato daquele último trabalho que fizeram juntos.
E espera. Porque, um dia, ele também fará essa viagem para o grande além.
Nesse dia, finalmente, ele a verá outra vez.